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PESQUISADORES

A ciência de ficar de fora: o alarme ancestral do seu cérebro, rodando num feed

3 os pesquisadores por trásA pontada de ficar de fora não é sinal de que ninguém te quer — é um alarme. Experimentos mostram que a dor da exclusão dispara tão rápido e tão autom

Purdue University

Kipling D. Williams

Conhecido por:O estudo experimental do ostracismo, o paradigma Cyberball e o modelo temporal de ameaça às necessidades por ser ignorado e excluído

Descobertas-chave

  1. 2000

    Introduziu o Cyberball e mostrou que alguns minutos sendo ignorado por dois desconhecidos num jogo online trivial reduzem de forma mensurável quatro necessidades fundamentais: pertencimento, autoestima, controle e existência significativa.

  2. 2009

    Propôs o Modelo Temporal de Ameaça às Necessidades: o ostracismo se desenrola numa fase reflexa (imediata, dolorosa, difícil de moderar) e numa fase reflexiva posterior, em que as pessoas avaliam o evento e trabalham para restaurar as necessidades ameaçadas.

  3. 2011

    Ao revisar duas décadas de pesquisa, argumentou que a dor do ostracismo é detectada de forma rápida e indiscriminada — registra-se mesmo quando a exclusão é trivial, breve ou vinda de pessoas que você descartaria — coerente com um alarme evoluído de monitoramento social.

University of California, Los Angeles

Naomi I. Eisenberger

Conhecido por:A neurociência da dor social — mostrando que a rejeição social recruta regiões cerebrais que se sobrepõem às da dor física

Descobertas-chave

  1. 2003

    Usando fMRI durante uma exclusão no Cyberball, descobriu que o córtex cingulado anterior dorsal — ligado ao sofrimento da dor física — ficava mais ativo durante a exclusão, e sua ativação acompanhava o quanto de sofrimento social os participantes relatavam.

  2. 2010

    Numa colaboração que testou a sobreposição da dor social, o paracetamol — um analgésico físico comum — reduziu a mágoa diária autorrelatada e amenizou respostas neurais à rejeição social ao longo de três semanas, em comparação com placebo.

University of Oxford

Andrew K. Przybylski

Conhecido por:Definir e medir o medo de estar perdendo algo (FoMO) e estudar como o uso da tecnologia se relaciona com necessidades psicológicas e bem-estar

Descobertas-chave

  1. 2013

    Desenvolveu a primeira escala validada de FoMO e descobriu que o medo de estar perdendo algo era mais alto entre pessoas cujas necessidades psicológicas básicas — relação, competência e autonomia — estavam menos satisfeitas, enquadrando o FoMO como sinal de necessidades não atendidas, e não mero hábito.

  2. 2013

    No mesmo trabalho, o FoMO foi associado a mais afeto negativo e a padrões problemáticos de uso — como checar o telefone durante refeições ou ao dirigir — oferecendo uma explicação de por que o alarme leva à checagem compulsiva, em vez de culpar a força de vontade individual.

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