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O efeito «que se dane»: por que um deslize parece autorização para exagerar

Você come um biscoito que não estava no plano e de repente o dia inteiro está «arruinado» — então tanto faz, pode acabar com o pacote. Essa reclassificação mental de «deslize» para «estraguei tudo» não é um defeito de caráter. Tem um nome. As psicólogas Janet Polivy e C. Peter Herman cunharam o efeito «que se dane» nos anos 1980 para descrever exatamente isso: uma única transgressão de uma regra alimentar dispara um enquadramento de tudo ou nada, o dia agora «arruinado» autoriza continuar comendo, e a autocrítica que se segue prepara o próximo ciclo. Décadas de pesquisa sobre restrição mostram que o loop é impulsionado menos pela fome ou força de vontade do que pela história interna contada sobre o que o deslize significa — é exatamente aí que o diálogo interno entra.

TESTE-SE · Quanto você sabe desta ciência?

  1. 01 Quem cunhou o termo «efeito que se dane» e em que área de pesquisa?

    Janet Polivy e C. Peter Herman cunharam o «efeito que se dane» nos anos 1980 na pesquisa sobre alimentação restrita, descrevendo como uma única violação dietética é reencuadrada como um «dia arruinado» que autoriza continuar comendo. fonte

  2. 02 O que os experimentos de pré-carga de Herman e Mack de 1975 descobriram sobre os dietistas restritos?

    Dietistas restritos comeram mais — não menos — após uma pré-carga calórica, demonstrando a alimentação contra-regulatória: quebrar a regra dietética, não a fome ou necessidade calórica, desencadeou o exagero. fonte

  3. 03 O que é o efeito de violação da abstinência (EVA) e quem o descreveu?

    Marlatt e Gordon descreveram o efeito de violação da abstinência em seu modelo de Prevenção de Recaída de 1985: atribuir um lapso a uma falha interna estável («sou fraco») produz vergonha e desejo que alimentam a continuação, enquanto atribuí-lo a fatores situacionais não desencadeia a mesma escalada. fonte

  4. 04 Que diferença no estilo de controle dietético a pesquisa de Westenhöfer encontrou ligada a taxas mais altas de compulsão alimentar?

    Westenhöfer constatou que o controle dietético rígido — regras de tudo ou nada sem exceções — estava associado a taxas mais altas de compulsão alimentar. O controle dietético flexível que permitia exceções ocasionais não estava, sugerindo que a estrutura da regra, não seu conteúdo, determina a suscetibilidade ao efeito «que se dane». fonte

  5. 05 O que o estudo de intervenção de autocompaixão de Riley et al. descobriu sobre o diálogo interno após um deslize dietético?

    A revisão de Riley et al. constatou que respostas autocompassivas a deslizes dietéticos — sem alterar os alimentos em si — reduziram significativamente a frequência e a gravidade das compulsões subsequentes, demonstrando que o diálogo interno é um componente ativo e intervenível do loop «que se dane», e não um sintoma passivo. fonte

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