Se não respondeu, não é porque eu falei algo errado?
Pode até existir um motivo, mas este pensamento faz você tratar a falta de resposta como prova fechada sobre o seu valor. Aqui, a diferença importante é entre um incômodo possível e uma sentença automática. A conversa sem retorno não entrega, sozinha, o veredito que você está tentando ler.
Então eu devo parar de tentar entender completamente?
Você não precisa resolver o motivo inteiro para parar de se ferir com a busca. Quando a explicação vira caça ao detalhe, o vazio ganha mais força do que o fato. Às vezes, reconhecer “não tenho acesso a essa resposta” já tira a conversa do tribunal e devolve o assunto ao lugar certo.
E se eu continuar com vontade de reler tudo?
A vontade pode continuar, e isso não significa que você esteja errando. O ponto é não obedecer automaticamente a essa investigação. Ler de novo, mais uma vez, costuma alimentar a ideia de que existe uma pista escondida. Nomear o fato visível e fechar o app por alguns minutos já muda a cena.