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A ciência da imagem corporal: por que o crítico do espelho nunca entrega o que promete

O roteiro interno diz que a crítica é útil: vigie-se, compare-se, diga em voz alta 'estou horrível' e você vai se manter motivado. Trinta anos de pesquisa contam outra história. Monitorar o próprio corpo habitualmente de fora prevê vergonha e ansiedade, não melhora; o 'fat talk' reflete o quanto as pessoas estão insatisfeitas, não como seus corpos são; rituais de checagem compram segundos de alívio enquanto mantêm o sofrimento funcionando; e, em ensaios controlados, tratar o corpo com gentileza — não com mais crítica — foi o que de fato reduziu a vergonha corporal. Veja como a ciência chegou até aqui.

93%das universitárias no primeiro estudo quantitativo do fat talk relataram praticá-lo com as amigas — e a maioria acreditava fazê-lo menos que as outras mulheres0associação entre a frequência do fat talk e o índice de massa corporal nesse estudo — a fala acompanhava a insatisfação corporal e o ideal de magreza internalizado, não como os corpos realmente eram3 weeksde meditação de autocompaixão bastaram, em um ensaio controlado randomizado, para reduzir significativamente a insatisfação corporal, a vergonha corporal e a autoestima condicionada à aparência em comparação com um controle em lista de esperasecondsé mais ou menos quanto dura o alívio da checagem corporal, segundo uma revisão sistemática — uma reasseguração momentânea, seguida da mesma preocupação ou de uma maior, e é assim que o hábito mantém o sofrimento
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