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A ciência de um parceiro que não te defende: o que a pesquisa sobre casais realmente mostra

Quando o parceiro fica em silêncio enquanto um pai, irmão ou amigo te critica, a mente preenche esse silêncio com um veredito: ele não me ama o bastante para me escolher. Décadas de pesquisa sobre casais não sustentam esse veredito, mas também não justificam o silêncio. Os estudos de enfrentamento diádico de Bodenmann mostram que os casais lidam com o estresse externo como time, ou falham como time, não por meio de um confronto heroico de uma única pessoa. O trabalho de Reis e Clark mostra que se sentir amado é construído a partir de muitos momentos pequenos de resposta, não de uma única posição pública. E um estudo de 16 anos com casais mostrou que não foi a proximidade com os sogros que previu o divórcio — foi o desacordo entre os cônjuges sobre o quão próxima essa relação realmente era. Aqui está o que os dados mostram sobre defesa, silêncio e lealdade entre um casal e todo mundo ao redor.

TESTE-SE · Quanto você sabe desta ciência?

  1. 01 O que a pesquisa sobre o padrão de exigência-afastamento diz sobre o que o silêncio do parceiro durante um conflito realmente prevê?

    A metanálise de Schrodt, Witt e Shimkowski, com 74 estudos, encontrou uma ligação consistente e moderada entre o padrão de exigência-afastamento e menor satisfação relacional e comunicativa — o silêncio como afastamento é medido como um padrão custoso, não neutro ou protetor. fonte

  2. 02 No estudo de 16 anos de Fiori, Rauer, Birditt, Brown e Orbuch, o que realmente previu o divórcio relacionado aos sogros?

    O estudo encontrou que a proximidade objetiva com os sogros não previu, por si só, o divórcio — foi o desacordo entre os cônjuges sobre o quão próxima essa relação realmente era que o previu, com uma taxa de divórcio de 72% nos casais mais discordantes. fonte

  3. 03 No modelo de enfrentamento diádico de Bodenmann, qual categoria descreve um parceiro assumindo as tarefas do outro para reduzir o estresse dele?

    O modelo de Bodenmann distingue enfrentamento diádico comum (ambos afetados, trabalhando juntos), de apoio (um auxilia os próprios esforços do outro), delegado (um assume as tarefas por completo) e negativo ('ajuda' ineficaz ou hostil). fonte

  4. 04 Como Reis, Clark e Holmes definem 'responsividade percebida do parceiro'?

    Reis, Clark e Holmes definem responsividade percebida do parceiro como a crença de que o parceiro presta atenção e reage de forma solidária às características centrais e definidoras do self — uma sensação cumulativa construída a partir de muitas interações, não de um único ato defensivo. fonte

  5. 05 O que a metanálise de 2015 sobre enfrentamento diádico com 17.856 pessoas (Falconier, Jackson, Hilpert e Bodenmann) encontrou?

    Em 72 amostras e 17.856 pessoas, a metanálise encontrou o enfrentamento diádico consistentemente ligado à satisfação no relacionamento, sendo as formas positivas de enfrentamento diádico — encarar o estresse compartilhado juntos — um preditor mais forte do que as formas negativas. fonte

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