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A ciência da perda do emprego: por que dói mais do que o salário que falta

O roteiro interno depois de uma demissão diz que a dor é pelo dinheiro — e que, se você está desmoronando, é fraco, e, se continua sendo rejeitado, é defeituoso. Noventa anos de pesquisa contam outra história. O trabalho fornece em silêncio coisas além da renda — estrutura de tempo, contato social, propósito compartilhado, status, atividade — e perdê-las atinge em cheio a saúde mental: metanálises encontram cerca de duas vezes mais pessoas desempregadas com sofrimento psicológico do que empregadas. O sofrimento é uma consequência documentada da situação, não um veredicto sobre você. Veja como a ciência do desemprego foi construída e o que ela realmente encontrou.

TESTE-SE · Quanto você sabe desta ciência?

  1. 01 Segundo o modelo de privação latente de Jahoda, por que o desemprego prejudica a saúde mental além da renda perdida?

    Jahoda (1982) argumentou que o emprego tem uma função manifesta — a renda — e cinco funções latentes: estrutura de tempo, contato social, propósito coletivo, status e atividade regular. A privação dessas funções latentes é o que prejudica a saúde mental, uma previsão depois apoiada por pesquisas e metanálises. fonte

  2. 02 Na metanálise de Paul e Moser de 2009 sobre 324 estudos, qual parcela das pessoas desempregadas mostrou problemas psicológicos, em comparação com as empregadas?

    Em 237 estudos transversais e 87 longitudinais, 34% das pessoas desempregadas mostraram problemas psicológicos contra 16% das empregadas, com um efeito global médio de d = 0,51 abrangendo sofrimento, depressão, ansiedade, bem-estar e autoestima. fonte

  3. 03 O que os estudos longitudinais da metanálise de Paul e Moser mostraram sobre a direção da causalidade?

    A metanálise incluiu 87 estudos longitudinais acompanhando pessoas entrando e saindo do desemprego. A saúde mental piorou após a perda do emprego e melhorou com o reemprego — evidência de que o desemprego causa sofrimento, além de quaisquer efeitos de seleção. fonte

  4. 04 Na metanálise de McKee-Ryan et al. (2005), qual fator aumentava o golpe do desemprego no bem-estar?

    A metanálise descobriu que pessoas com alta centralidade do papel de trabalho — cujo senso de quem são se constrói em torno do trabalho — relataram menor bem-estar durante o desemprego. A perda é em parte uma perda de identidade e de papel, não só de renda. fonte

  5. 05 O que o estudo de diário 'The Job Search Grind' (Wanberg, Zhu & Van Hooft, 2010) descobriu sobre a experiência diária dos candidatos?

    A pesquisa diária de três semanas mostrou que o afeto e a autoeficácia de reemprego dos candidatos oscilam com o progresso percebido a cada dia — e que menor progresso percebido em um dia se relacionava com mais esforço de busca no dia seguinte. A montanha-russa emocional é a forma normal da busca. fonte

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