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Perda de propinquidade

A perda de propinquidade é o desaparecimento silencioso do contato repetido e não planejado do qual a formação de amizades depende. O estudo habitacional de Westgate, de Festinger, Schachter e Back (1950), mostrou que as pessoas fazem amizade com quem a distância física e 'funcional' insiste em colocar no caminho delas — o vizinho da escada, o colega duas cadeiras adiante. A vida adulta depois da escola desmonta essas estruturas: sem corredores compartilhados, sem repetição forçada e — como mostram os dados de uso do tempo — com cada vez menos horas presenciais com amigos para substituí-las.

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Escreva, no bloco de notas ou num papel, uma única frase sincera que você diria hoje para alguém do seu círculo — sem enviar. Leia em voz baixa uma vez e depois complete com uma segunda versão mais curta.

Como soa na sua cabeça

O roteiro diz: 'A gente se afastou, então a amizade não devia ser de verdade.' O mecanismo diz algo mais sem graça: o escritório mudou de endereço, o horário da academia mudou, e o contato semanal acidental que sustentava a amizade simplesmente parou de ser fornecido. Nada quebrou — quebrou a estrutura que a alimentava.

Fontes: [1] ↗ · [2] ↗ · [3] ↗

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